das Chapas de Seguros Print

A história mundial daCHAPA de SEGURO de INCÊNDIO está relacionada com um dos acontecimentos mais trágicos ocorridos na Europa, o catastrófico Incêndio de Londres em 1666 que destruiu dois terços da cidade capital de Inglaterra.

Governava em Inglaterra o Rei Carlos II e havia sido construída a “London Bridge” (Setembro 1666), mas a cidade de Londres possuía muitas construções deterioradas e com materiais de fácil combustão. O fogo devastou cerca de 13.000 casas, muitos dos edifícios públicos e relata-se cerca de 80 igrejas, e o número de vítimas mortais terá atingido cerca de 10.000.

Mas, após o infortúnio, há que levantar a cabeça, reconstruir e fazer com que surjam oportunidades de melhoria.

São algumas as teorias quanto ao surgir da primeira seguradora, mas é aceite que em 1680 o filho de um parlamentar, o médico Dr. Nicolas Barbon terá sido o primeiro a promover uma forma de protecção sob a forma de seguro em nome de “The Office of Fire”, que mais tarde é conhecido como “A Phoenix” . O emblema era um Phoenix renascendo das cinzas, simbolizando assim a atitude tomada após o grande incêndio.

Até ao Incêndio de Londres a cidade não possuía meios de protecção municipal contra incêndios. Após a catástrofe e o surgir das Companhias de Seguros estas contrataram os seus próprios bombeiros, formando brigadas com equipamentos e uniformes de bombeiros.

Aquando da realização do seguro contra fogo sobre um imóvel o empregado da Seguradora afixava no prédio o chamado “sinal de fogo”, ou como hoje se chama: “fire mark” ou “chapa de seguro de incêndio”. Era assim, marcado o edifício indicando a todos (e em especial à unidade de bombeiros da Companhia de Seguros sinalizada) que a Companhia de Seguros o garantia e/ou o recheio para os riscos de incêndio. Esta prática foi reiterada, sensivelmente, durante 250 anos

As primeiras “chapas de seguro de incêndio” inglesas, foram feitas em chumbo e após algumas centenas de anos seguiram-se as de cobre, ferro, lata, zinco, latão e cerâmica. Incluíam o logótipo da companhia de seguros a gravação do número da apólice.

Estima-se que 200 Seguradoras Inglesas terão emitido cerca de 900 modelos de chapas de seguro de incêndio diferentes.

As chapas de incêndio inicialmente (em Inglaterra) não tinham qualquer intenção publicitária, mas com a profissionalização e institucionalização pública das corporações de Bombeiros passaram a ser utilizadas para promoção das marcas das Seguradoras, inicialmente nos países europeus difundindo tal prática ao resto do mundo.

Em Portugal não se consegue demonstrar que à semelhança de Inglaterra as chapas de seguro de Incêndio tenham origem na ligação entre das Seguradoras e os Bombeiros.

Mas podemos arriscar e dizer que a influência da conceção e utilização das chapas de seguro de incêndio certamente é por influência inglesa.

Sempre que Portugal estava em guerra com a vizinha Espanha, a Inglaterra ajudava o pequeno país com o seu exército. Os dois países, desde cedo, concederam mutuamente privilégios comerciais.

Mas é com o "Vinho do Porto", descoberto por volta de 1670, que começam a sediar-se no norte de Portugal os exportadores britânicos com as suas companhias comerciais sediadas no Porto / Vila Nova de Gaia e em seguida os escritórios / filial das Companhias de seguros Inglesas em Portugal.

Em Portugal, as primeiras formas conhecidas das chapas de seguros de incêndio, tudo indica que a função sempre foi publicitária.

Em 1678 são inaugurados os três primeiros quartéis de bombeiros por D. Afonso VI e não se vislumbra qualquer ligação ou cumplicidade suportada com base nas chapas.

As Chapas de Incêndio Portuguesas, ao invés das inglesas, nunca possuíram o número da apólice gravado na própria chapa. Os materiais essencialmente foram o ferro, o chumbo,

Portugal é dos poucos países, na europa, em que no seculo XX as Companhias de Seguros utilizam a CHAPA de SEGURO de AUTOMÓVEL.

Recorrendo às mesmas imagens e formato aplicadas nas chapas de incêndio, a Seguradora cria modelos de dimensões reduzidas, como a palma da mão, que até meados do seculo passado se viam fixadas nas grelhas frontais da viaturas ou no para-choques utilizando para o efeito um suporte com parafuso de fixação.

Se falarmos em heráldica publicitária temos um magnífico exemplo ilustrativo. As chapas da Companhia de Seguros Bonança, que se crê seja a que teve mais anos de actividade em Portugal, mantém durante a sua existência a ancora e até as cores.

Actualmente as chapas de seguros Incêndio e automóvel para além de serem peças pelas quais se estuda a actividade seguradora, faz parte do universo do coleccionismo, motiva o surgir de organizações sem fins lucrativos ao nível nacional e internacional.

Variados são os argumentos para que se tenha abandonado a prática de ao entregar a apólice esta fosse acompanhada de uma chapa, mas concordarão que os materiais de que são feitos os para-choques e grelhas dos veículos de hoje não comportam a fixação das chapas, ou no prédio e uma vez que é publicidade passaria a ser alvo de taxa ou imposto.

Daí que há que preservar esta parte da história da atividade seguradora que nos faz impulsionar para querer saber mais e mais.

Bem hajam os Clubes ou outras organizações que reúnem pessoas interessadas na origem das companhias de seguros, as chapas de seguros e em todo o espólio que nos faz compreender o porquê da atualidade dos seguros.

Nota: Este texto não é mais que um ensaio ao tema, carecendo que no futuro seja mais desenvolvido e estudado com base em maior pesquisa.

 

Vítor Alegria 

 

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